Prólogo: Ragnarok

Ragnarok

A CIDADE ESTAVA EM CHAMAS, do alto de seu M.R.G Fenir via a tragédia que ele havia causado, não entendia como podia ter chegado aquele ponto. Pessoas gritavam de desespero nas ruas, arcologias gigantescas reduzidas a pó, milhares de corpos sob os escombros.
Uma das arcologias caia em sua frente, como uma arvore atingida por um lenhador, tombando de lado. Rapidamente Fenir notou que aquele era a arcologia que ele morava, a perspectiva de que sua família ainda estaria dentro congelou sua espinha, por milésimos de segundos ele se sentiu paralisado de medo. Medo de perder a sua esposa, de nunca mais ver seus filhos.
– Rápido Fenir, seu prédio vai cair. – Disse Guy com desespero em sua voz, ele entendia bem como seria o desespero de Fenir.
Fenir então moveu seu M.R.G. em direção ao prédio, com os propulsores de plasma ligados em potência máxima, demorou menos do que 2 segundos para chegar ao prédio. A arcologia era gigante, uma das maiores de Nova Betim, mas isso não impediu que Fenir tentasse segurar o prédio com seu gigante.
A manobra era arriscada, pois se faltasse o mínimo de potência ao M.R.G. de Fenir a arcologia não só cairia no chão, matando milhares de pessoas, mas também a única arma que ele tinha seria destruída.
– Guy, tire a minha família de lá. Não sei quanto tempo posso suportar esse peso então seja rápido.
Guy não pensou duas vezes. Ligou sua moto e com velocidade partiu em direção ao prédio. Por não ser tão rápido quando um M.R.G., a moto de Guy levaria alguns minutos para chegar a arcologia, principalmente por que precisava desviar dos escombros resultantes da batalha anterior.
Fenir então sente um impacto tremer a coluna de controle de seu M.R.G. Olhando para o lado do impacto ele vê um outro problema. Três novos M.R.G. chegavam em sua direção. Eram M.R.G.s Mark IV, muito mais avançados do que os cinco Mark II que ele havia destruído anteriormente.
– Merda, será que nunca vou ter um descanso. – Resmungou Fenir – Guy, já está chegando? Tem uns filhos da puta chegando para atrapalhar nosso resgate.
– Calma cara – pediu Guy, com a voz ofegante de manobrar a moto entre tantos escombros – seu M.R.G. é um Animus, ele consegue aguentar facilmente esses Marks IV de merda.
– É mas não se esqueça que eu não sou piloto profissional, não sei nem como consegui ganhar a batalha anterior.
Guy acelerava em direção a arcologia que Fenir estava segurando. A essa distância já era clara a potência do M.R.G. de Fenir. A arcologia tinha facilmente uns 500 metros de altura, devia pesar milhões de toneladas, mas o maquina comandada por Fenir parecia não se abalar pela tarefa.
De repente um clarão iluminou o céu sempre negro de Nova Betim. Um feixe de prótons disparado de um dos Mark IV atingiu Fenir, um armamento extremamente poderoso e incomum nesse tipo de unidade, claramente estavam lidando com inimigos poderosos. O escudo de energia do M.R.G. de Fenir conseguiu absorver o impacto.
– Fenir, você está bem?
– Anda logo porra, não se preocupe comigo, esse brinquedo aqui deve aguentar o tranco por mais alguns minutos, corra para salvar a minha família.
Apesar do M.R.G. pilotado por Fenir ter uma força descomunal até mesmo para essas maquinas, segurar uma arcologia daquelas exigia muito esforço e

por isso revidar aos ataques era algo impossível, ainda mais para um piloto sem nenhum treinamento como Fenir.
Sem a velocidade de um Animus, os Mark IV demorariam um pouco para chegar em Fenir, então eles pararam no ar em formação Delta preparam os rifles de prótons para disparar todos de uma vez. A estratégia dos Mark IV era muito clara para Fenir, mas ele não tinha o que fazer, se ele fugisse do disparo a arcologia iria cair inevitavelmente, se ficasse parado provavelmente o disparo iria reduzir seu escudo a zero, tirando o tempo hábil para Guy salvar sua família. Então Fenir se manteve parado ali aguardando o disparo.
Guy chegava a arcologia, já visualizava a maneira que chegaria ao 54° andar, onde Fenir morava. Ele iria utilizar os escombros de uma outra arcologia como rampa, utilizando do burst de sua moto ele voaria até as janelas do 54° andar. Mas não teve tempo pra isso. Novamente um clarão ofuscou Guy, após isso uma onda de choque arremessou Guy e sua moto a centenas de metros.
Um flash e um zunido. Fenir imaginou que havia sido atingido, mas dessa vez não sentiu nenhum tremor no console de seu M.R.G. , olhando para o lado entendeu por que. Os Mark IV não haviam disparado em sua direção. Eles dispararam na arcologia, destruindo mais da metade da edificação. Transformando todo o andar de Fenir em pó.
– Nããããããooooo!!! – Gritou Fenir em desespero, os ataques dos Mark IV com certeza haviam destruído a sua família. Os braços de Fenir amoleceram, o M.R.G. automaticamente solou o resto da arcologia que segurava. Os escombros começaram a cair sobre Fenir.
Um misto de desespero e ódio começavam a dominar Fenir. Ele sentiu seu sangue ferver e no fundo de sua mente ouvia uma voz que dizia: “Mate todos eles, eles destruíram sua família”. Tomado pelo ódio, sua visão foi ficando vermelha, como se sangue escorresse sobre seus olhos. Então Fenir só escutou uma explosão. Sua mente apagou, agora somente o desespero havia tomado conta dele.

Um zumbido de repente começou a chamar a atenção de Fenir, ficando cada vez mais alto. Fenir abriu os olhos e acordou. Finalmente sua hora de descanso no Nap Time havia chegado ao fim. Era hora de voltar ao trabalho, afinal quem iria gerenciar a rede da principal filial da Corp.co em Nova Betim.
– Saco, tenho que voltar ao trabalho. Queria dormir por 3 anos seguidos se pudesse.

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